NÃO SEI...
E SABENDO QUE NÃO SEI...
NÃO SEI...
QUERIA PODER DIZER QUE SEI,
DIZER QUE SE ASSIM FOSSE, DIRIA
MAS COMO DIZER QUE SEI
AQUILO QUE, NESTE MOMENTO
REALMENTE NÃO SEI...
Aprendi a não saber sabendo de meu não saber...
e não sabendo, sei que tenho que vir a saber
e por saber que assim virá a ser,
sei bem que o meu não sei é um saber...
Então em meu saber de não saber,
sei que saberei, mesmo não sabendo sempre...
Sei bem o que não sei,
e o que sei...
sei lá!
K'aláu/2014.19.set
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
terça-feira, 15 de julho de 2014
OPUS
Os sinais sorriem na busca insensata
No brilho das perguntas, nos olhos
Que se ocultam por detras de desculpas
E in-sanidades
O silencio se estabelece e determina
Na ruidosa indagação,
Na insidiosa tentativa de calar
Os sentimentos e os sentidos
Os rumos e direções perdidos,
O sentir bandido subvertendo a ordem
A insegurança do não saber, ou assim achar que é...
O beijo na boca errada – a dissimulação.
O toque falseando a realidade,
O desejo avassalando o interior, na obscuridade da alcova
O contato suave daquilo que não está ali...
A culpa como uma capitã do mato...vigilante e esquiva...
O gozo jorrando insensatez, e inverdades
O presente ausente, no presente...
A saudade presente no ausente,
Como seria se assim fosse...
O suor da insanidade escorrendo pelas nuances do corpo
O acomodar de reentrâncias...
O olhar perdido na distância, na memória
A lembrança ... o passado... agora tão presentes
A claridade entrando pelos vãos, da manhã,
Inundando corpos e vidas de mágoas e culpas
Ira invadindo a antes então serenidade...
A na distância, o desconhecido apenas observa.
OPUS
Era como manhã...
Silencioso pássaro matutino
A brisa doce e suave
Cantarolando velhas e novas lembranças
Lua nova,
Lua clara,
Lua pedaço – minguante
O correr dos dias...
O velho Neruda inerte na estante
– Indiferente e distante.
A velha chaleira cheirando manhã
O apito, distante - tão presente
Ao pé do morro
A saudade, só e silenciosa
– Saciada.
OPUS
As fibras frias do vento precipitado,
Principia o frio da madrugada...
Os galhos das árvores acenam gestos indefiniveis
Em sombras indecifráveis e misteriosos...
Ser escuso correndo, se esquivando na penumbra...
As passadas termerosas, chapinham as poças
Lágrimas chuvosas vertidas ao luar...
No balouçar da vestes brancas e translúcidas
Fantasmagóricas saudades...
No silencio imposto, o calar ruidoso
nos traços indecifráveis
de velhas figuras perdidas no passado...
O hoje será ontem...
o o olhar se lança na luz da luz,
como saudade de coisas intangíveis
percorrendo um caminho infindo,
dentro da carência presente...
E nem mesmo o lembrar consegue trazer de volta...
E a ausência quebrou as grades, e ganhou o mundo.
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