MIRANDO ESTRELAS, NO MISTERIOSO VELUDO DO CÉU...
Nem soube ao certo, o que era...
ou do que me lembrava ou sentia saudades...
Apenas me via ali, como que parado no espaço...num grande mergulho...
Lânguido e esquecido... sereno.
Sai caminhando, com passadas lentas e medidas...
Frente ou verso...
o que importava era ir...
(para quem está sem destino, qualquer direção é rumo...)
E assim o fiz...
sem a pressa tão comum,
sem a ansiedade presente em cada qual
- como uma segunda pele, intangível mas perenemente palpável...
E caminhei, chutando tampinhas imaginadas,
pela orvalhada madrugada de minha vida, de nossas vidas...
de todas a vidas que vagavam e vagaram por mim e em mim.
Me vi na grande encruzilhada do misterioso caminho reto e indefinido de minha existência...
Fechei os olhos e,
filosafando com os braços abertos,
percebi que, passado ou futuro,
depende de para que lado miram nossos olhos...
e que o que fica para trás é definido apenas pela direção para a qual estão voltadas nossas costas...
E sorrindo...segui madrugada adentro;
chutando tampinhas,
me orvalhando de vidas, e salpicando-as de estrelas...
tão distantes e tão presentes...
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